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Diurnas
quinta-feira, 16 de abril de 2009
escreva com tinta roxa
escreva com tinta roxa
a beleza da menina coxa
roxa das sombras
do visível rochedo
arrodeio de nuvens
no cigano arvoredo
pois a pluma é desencanto
no seu penar ligeiro
Amor dorme
Meu amor agora dorme
e não há como eu me conforme
se ela não acordar.
Minha vida um eterno velar
pelo sonho eleito.
Nosso eterno velar
nunca será desfeito.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
noite rosa
Era noite, forte grito
ecoava pela face.
Nem sequer a cigarra
de fronte ao musgo
responde. Das noites
em claro, só tu restas
fátuo. Porém dedos
rosáceos do nada vêm
em bando. E se espriguiçam
e dançam e cantam
em luz etérea, ávida ária,
sempriterna cor;
em aroma tato tom,
furor de flama.
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